BB vai liberar R$ 100 milhões para a segurança pública do Piauí

Publicado em: 29/08/2018

O Banco do Brasil vai liberar R$ 100 milhões para investimentos na área de segurança pública do estado. O recurso será disponibilizado por meio de um termo de cooperação, conforme ficou acertado entre o governador Wellington Dias e o superintendente do Banco do Brasil, Iva Suzart, durante reunião administrativa, no Palácio de Karnak.

A verba será aplicada principalmente no setor de tecnologia e inteligência, por meio de ações como a implantação do Sistema de Classificação de Presos no estado, que prevê a distribuição dos detentos por grau de periculosidade.

“Vamos reorganizar todo o sistema de acordo com o nível de risco dos presos – de alto risco, médio e baixo, o que vai nos permitir um maior controle e dar o adequado tratamento para cada caso. Esse recurso também será investido na aquisição de mais equipamentos de segurança”, explicou Wellington Dias, destacando ainda que áreas de fronteiras terão o monitoramento intensificado para impedir a entrada de armas e drogas.

Outro assunto abordado no encontro foi o aplicativo Piauí na Palma da Mão, ferramenta desenvolvida pela Agência de Tecnologia da Informação do Estado do Piauí (ATI) que contará com diversos serviços das áreas de saúde, trânsito, segurança educação e cultura.

“Nós estamos trazendo uma série de medidas, inclusive pioneiras, como o Piauí na Palma da Mão, onde o estado será referência para o Brasil inteiro, pois vamos fazer uma integração, onde os contribuintes poderão comprar ingressos de teatro e poderão efetuar débitos direto pelo aplicativo do banco, por exemplo. Vamos crescer muito com essa parte de tecnologia e informação, inclusive também na eficiência da arrecadação, que é outra proposta que o governador já comprou de pronto e autorizou para darmos seguimento com os protocolos. Vamos fazer muito pelo estado, fortalecendo a economia e gerando renda e emprego”, destacou Iva Suzart.

Fonte: GP1

Por segurança, BB quer reduzir horário de terminal eletrônico

Publicado em: 02/12/2016
Por medida de segurança, o Banco do Brasil irá reduzir o horário de atendimento dos caixas eletrônicos em algumas agências de Americana, Capivari, Limeira, Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste a partir do dia 28. Os equipamentos só irão funcionar das 9h às 18h e em dias úteis. A instituição não descarta estender a restrição para outras praças.
Consumidores reclamam da medida, já que a finalidade desses dispositivos é justamente atender fora do horário comercial. Para especialistas em segurança, a providência é paliativa e não resolve o problema, que, para ser sanado, depende de investimentos dos bancos em segurança patrimonial e de patrulhamento ostensivo por parte da polícia. Além disso, para os profissionais do setor, é um atestado de que não está havendo um controle desse tipo de crime, o que é preocupante.
Segundo a Federação dos Bancos (Febraban), as salas de autoatendimento são uma facilidade oferecida voluntariamente aos clientes, não havendo normativa que estabeleça um horário obrigatório de funcionamento para os terminais. A federação cita a Resolução 2.932, de 28/02/2002, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que define como obrigação dos bancos apenas o atendimento nas agências de cinco horas diárias ininterruptas.
No entanto, para o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) Campinas, essa leitura é restrita e equivocada e, se a limitação nos horários dos caixas eletrônicos for adotada na cidade, o órgão tomará as medidas cabíveis. “O consumidor não pode ser prejudicado por um risco já embutido na atividade bancária. O banco não pode negar o serviço depois do costume já imposto. Não pode mudar um atendimento já consolidado e que já foi contratado com o pagamento das taxas de serviço. Não pode mudar as regras no meio do jogo. Não se abstrai uma oferta já contratada”, informa Francisco Togni, responsável pelo órgão.
Além desses aspectos, Togni ressalta que as alternativas de atendimento propostas pelo Banco do Brasil (internet e telefone) não suprem a necessidade do dispositivo físico. “O valor em espécie não pode ser pego on-line.” Quanto às casas lotéricas, elas não funcionam até as 22h.
A orientação de Togni para os clientes é de que façam as queixas ao Procon, cujo aplicativo eletrônico conta inclusive com um dispositivo para o envio de fotografias.
Para a atendente Aline Gomes da Silva, de 27 anos, caso a medida seja adotada em Campinas será “de fato muito ruim”. “Eu sou contra porque trabalho e aproveito esse horário para poder vir ao banco.” De mesma opinião é o autônomo Luiz Augusto Brito, de 33 anos, que usa frequentemente os caixas eletrônicos. “Vai piorar para quem? Para o cliente. As taxas já são caras, e o banco só abre às 10h. Agora imagine se só funcionar até às 18h. Como vai ser?”.
Para o aposentado Tadeu Godoy, de 71 anos, “o que previne assaltos é positivo, mas, por outro lado, é questionável uma regra que vai prejudicar justamente o consumidor”.
O especialista em segurança pública José Henrique Spécie, professor da Faculdade de Direito da PUC-Campinas, aponta que a restrição atrapalha o usuário mesmo sob a justificativa de que diminuirá os assaltos. “É um atestado de que não está havendo um controle desse tipo de crime, o que é preocupante.”
De acordo com o especialista, são necessárias medidas amplas e efetivas, resultantes de uma ação entre os bancos — que precisam investir maciçamente em segurança patrimonial — com os órgãos de segurança pública, que precisam dispor de um patrulhamento ostensivo. Para ele, a existência de portas de vidro rentes às calçadas são um dos vários exemplos de vulnerabilidade que podem ser facilmente apontados e que precisam mudar.
O Correio entrou em contato nesta quinta-feira com o Banco do Brasil e com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), por e-mail e telefone, mas ambos não se pronunciaram sobre os questionamentos da reportagem até o fechamento desta edição.
MUDANÇAS
Em Americana, a restrição do horário dos caixas eletrônicos será tomada nos terminais da Avenida Cillos e da Praça XV; em Santa Bárbara, na agência da Rua 15 de Novembro; e, em Piracicaba, nos terminais da Rua Prudente de Moraes, no Centro; da Avenida Madre Maria Teodora, no Jardim Paulista; e no da Avenida Rui Barbosa, na Vila Rezende. Em Limeira, ainda não há data prevista nem informações sobre os dispositivos que serão afetados.
Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/11/campinas_e_rmc/457000-bb-quer-reduzir-horario-de-terminal-eletronico.html