Um ex-gerente vai receber R$ 150 mil de indenização do Banco do Brasil por ter sido vítima de assédio moral pelos seus subordinados. O processo transitou em julgado (não cabe mais recurso) e agora está em fase de liquidação. A 13ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), em São Paulo, manteve a condenação estipulada em sentença.
O processo envolve um ex-funcionário que trabalhou por cerca de três décadas para a instituição, a maior parte desse período em funções de liderança, e que foi retirado do cargo de gerente-geral em duas agências.
No total, o Banco do Brasil foi condenado a pagar R$ 1,6 milhão ao funcionário. Além da indenização de R$ 150 mil por danos morais, ele teve direito a receber valores retroativos relacionados a gratificações de função e seus reflexos.
Em 2016, o bancário foi descomissionado depois de ser alvo de um processo administrativo. Já em 2019, foi novamente destituído, sob a justificativa de que seu desempenho na posição era insatisfatório.
Sobre a segunda situação, sustentou que foi vítima de “assédio moral vertical ascendente” feito por funcionários que praticavam irregularidades e foram reportados por ele.
O ex-bancário disse que as situações desencadearam um quadro de ansiedade generalizada que o levou ao afastamento previdenciário.
Na segunda situação, a magistrada entendeu que os elementos probatórios apresentados, demonstraram que o banco não se preocupou em apurar adequadamente as condutas de cada um dos envolvidos, além disso, considerou que a queda de desempenho do gerente ocorreu devido à conduta abusiva de alguns funcionários.
Ela destaca que na segunda agência, o trabalhador reconheceu a situação e a denunciou, mas o banco entendeu que ele não estava cumprindo seu papel como liderança. Fonte: O processo é o 1000674-06.2020.5.02.0025.